SOBREVIVENTES


Faz tempo que não escrevo nada por aqui.
A vida, ultimamente, anda tão corrida: trabalho, academia, casa; trabalho, academia, casa… e assim sucessivamente, dia após dia. Por acaso, enquanto criava outro blog, lembrei deste — e do quanto eu gostava de escrever. Aliás, gosto. Muito.

O que me fez escrever hoje foi um livro chamado “Sobreviventes”, da Megan Miranda — super recomendo, inclusive. Não vou dar muitos spoilers, mas a história gira em torno de um grupo de jovens que se reúne todos os anos em um tipo de ritual para “se protegerem”. Eles pausam suas vidas, suas rotinas, passam uma semana juntos em uma casa e, durante esse período, não podem tocar no assunto do acidente que os tornou sobreviventes.

O livro tem várias reviravoltas. Muitas máscaras começam a cair. Pessoas que você acha que são de um jeito… não são. E coisas que você acredita que aconteceram no acidente… na verdade não aconteceram. Enfim, vale muito a pena ler. Mas onde eu quero chegar é nos segredos que cada um deles carregava.

Cada personagem acreditava que conseguiria guardar seu próprio segredo para sempre — que ninguém jamais descobriria, e que aquilo seria levado para o túmulo, individualmente ou em conjunto. Até que algo acontece… e todos acabam sabendo.

E eu fiquei pensando.
Todos nós temos segredos. Segredos que acreditamos que levaremos para o túmulo. Mas, depois de ler esse livro, fiquei refletindo: em que momento da minha vida algo pode acontecer e revelar um segredo meu?
Em qual fase da minha vida algo que eu contei a alguém — e pedi segredo — já pode ter sido exposto, e eu sequer fiquei sabendo?

As coisas acontecem. Tomam rumos que não conseguimos controlar. Temos controle até certo ponto, mas depois… já não depende mais de nós.
E aí fica a reflexão: será que a pessoa em quem confiamos é realmente confiável? Porque ela também tem alguém em quem confia para contar algo. E assim sucessivamente.

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